
O Parque Natural tem 86 mil hectares,
distribuídos por quatro concelhos: Miranda do Douro, Mogadouro, Freixo de
Espada à Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo. Terá 130 quilómetros de
comprimento e incluirá nos seus limites 44 povoações, num total aproximado de
17 mil habitantes.
O
elemento dominante do parque natural são
as arribas, espécie de montanhas viradas do avesso que cavam um fosso dantesco
entre os planaltos mirandês e zamorano.
É ao longo do rio douro amaciado por cinco barragens e onde o homem chega a
custo, que uma sensível comunidade de aves, algumas em perigosa regressão,
possuem o seu habitat, como são os casos da cegonha preta, do grifo, da
águia-real, da águia de bonneli, do milhafre-real e do abutre do Egipto. O
sossego têm-no ali, em fraguedos lavados por
muitas águas. O alimento encontram-no nos campos de
cereal, nos lameiros, nos soutos, nos carvalhais, nas vinhas e nos bosques de
azinheira, carrasco e sobreiro que marcam o resto da paisagem do parque, de
orografia aplanada.
O
que confere ao parque uma singular unidade ambiental é precisamente a
existência de duas unidades ecológicas distintas: as arribasse as
planícies.
Quem se aventurar por uma das muitas veredas que vão dar ás Arribas do Douro
Internacional (caminhos de terra batida, entre vinhas,
olival e idílicos lameiros recortados por muros de xisto e granito bordados de
freixos e olmos) poderá contemplar uma das mais esmagadoras paisagens do troço
internacional do Douro, ouvir em silêncio absoluto o rumorejar do rio, seguir o
voo de um abutre do Egipto pela imponente verticalidade dos alcantis das
margens do rio. O que o espera é um "excesso de natureza" onde
apetece ficar horas sem fim em quietude contemplativa perante bosques de lodão, zimbro e carrasco que cobre todo o fraguedo das Arribas do Douro em contraste com o olival.
Ao longo de 100 Km,
o Rio Douro forma a fronteira natural entre Portugal e Espanha, e atravessa
sucessivamente os concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro e Freixo de Espada à
Cinta. Ao longo deste troço, conhecido por Douro Internacional, o vale é
extremamente profundo e abrupto, conferindo à paisagem uma beleza ímpar. A
intervenção humana junto ao vale é relativamente reduzida e encontra-se
limitada a cinco barragens,
destinadas à produção de energia eléctrica.
Apesar
da sua incontestável beleza, o vale apresenta grandes dificuldades de acesso ao
longo de toda a sua extensão e os obstáculos sucedem-se. Muitos locais são até
temerosos, já que existe perigo de queda ou resvalamento.
Felizmente, existem alguns trajectos que
permitirão aceder por estrada a locais de grande beleza e apreciar o
vale em todo o seu esplendor.
Devido
à existência das barragens, o rio não corre no seu leito natural, mas a maior
parte das fragas mantêm-se intactas e, nesta área, subsistem ainda comunidades
importantes de aves de grande porte que vão escasseando no resto do país, o que
faz desta região um local excelente para a sua observação.
As
aves de presa: o grifo, o abutre do Egipto, a águia de bonelli
e o falcão peregrino constróem os seus ninhos em
fragas inacessíveis, mas podem ser vistas a voar sobre o vale. Para além das
grandes aves planadoras, as arribas alberga uma variadíssima comunidade de
pequenas aves terrestres, que tornam qualquer passeio a pé nesta área um
verdadeiro safari visual: o abelharuco, a poupa, o papafigos,
o corvo, a gralha de bico vermelho, o andorinhão real,
a andorinha das rochas e o melro azul são apenas algumas das espécies que podem
ser observadas ao longo do Rio Douro Internacional. Embora algumas espécies só
estejam presentes durante a Primavera e Verão, muitas outras são residentes e
assim esta região é interessante para observar em qualquer altura do ano.
Devido à grande extensão das arribas, torna-se difícil indicar locais precisos
para observar, recomendando-se a zona de Miranda do Douro, a
barragem de Picote,
a barragem de Aldiadávila de Lá Ribera e a estrada 221, que liga Freixo de
Espada à Cinta a Barca de Alva.
Para além das aves, a paisagem de toda esta zona é deslumbrante, proporcionando só por si excelentes motivos para fotografia.
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De rio de águas violentas o Douro, graças às barragens, fez-se
um vasto e tranquilo espelho de água aprisionado entre muralhas a prumo
sendo notório o contraste entre a estreita garganta por onde corre e o
ondulado das superfícies adjacentes. |
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Parque Natural do Douro Internacional
http://portal.icn.pt/ICNPortal/vPT/Areas+Protegidas/ParquesNaturais/DouroInternacional/?res=1024x768
http://www.nordeste-digital.com/guias/miranda/rio-douro/frset-passeio.html
http://dourointernacional.no.sapo.pt/arribasdodouro.html
http://www.impactus.pt/douro_internacional.htm
http://membros.aveiro-digital.net/mariobc/riodouro2.html
http://www.douronet.pt/default.asp?id=123&mnu=123
MAZOUCO – ao encontro da
natureza!!!!!!!!!!!!!!!!!!
2007
Todos os direitos reservados a Nelson Neto.
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